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— Assim é a natureza do amor — disse Vashet. — Tentar descrevê-lo enlouquece uma mulher. É isso que mantêm os poetas rabiscando sem parar. Se um deles conseguisse predê-lo no papel, completinho, os outros pousariam suas penas. Mas isso é impossível. — Ela ergueu um dedo e acrescentou: — No entanto, só um louco afirmaria que o amor não existe. Ao vermos dois jovens se contemplando com o olhar derretido, lá está ele, tão denso que se poderia espalhá-lo no pão e comê-lo. Ao vermos uma mãe com seu filho, vemos o amor. Quando o sentimos a agitar-nos o peito, sabemos o que é, mesmo que não sejamos capazes de exprimi-lo em palavras.
— Patrick Rothfuss, “O Temor do Sábio” (via desalinhar)
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Hoje pela manhã fui entender o porque da dificuldade de nos descrevermos, ou até de descrever nossos parentes, nossos amigos, nossos amores. A verdade é que o quanto mais a gente conhece a pessoa, menos a gente sabe quem ela é de verdade. Porque as pessoas nunca são. Elas só estão. Estão muitas coisas ao mesmo tempo, estão eternamente em mudança.
— Borbulhar (via s-o-l-d-a-d-o)
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Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
— Luis Fernando Veríssimo (via desafogue)
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Você não me entenderia nem mesmo se eu lhe implorasse ajuda. Não me entenderia se eu lhe atirasse um tijolo, com força e pesar. Eu sou assim mesmo: intransponível. Não gosto de depender das pessoas e, em verdade, dependê-las é sôfrego demais. Porque elas se vão, te deixam à míngua, nu, sozinho. Passam porque tem que passar e passam sem muito a deixar; o que deixam, no máximo, são fotografias tiradas num dia de sol num bosque qualquer, mais nada. Elas passam porque as estações por mais belas que sejam também se vão embora, também se findam, reciclam. Por favor, repito nas incógnitas e metáforas que deixei lá no começo: não me entenda, eu não preciso que me entendam. Me absorva, isso sim é importante.
— Igor Pires (via poetizador)